quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tempestade tropical no entardecer de novembro.

                                                                                                             
Esta água que a chuva trás, corre pelo asfalto a procurar um lugar que lhe queira; no Nordeste a esperam em oração, para matar a sede do homem, a sede da terra, a sede dos animais...
Aqui abundantemente água limpa formando rios e pequenos lagos , escorrendo asfalto abaixo.
O ser humano lamenta sua ausência... O ser humano reclama seu excesso; assim é a vida do ser humano no planeta terra, entre a falta e o excesso!
O equilíbrio é uma reta que nem todos acertam os passos. Os olhos de tanto verem colocaram excessos nos seres humanos , e mesmo os que não vêem se deixam conduzir por outros que só vêem , mas não enxergam. Excessos do corpo... da pele... do querer da aparência... Camadas e camadas que escondem aquela pessoa que pensei encontrar no meio da multidão. Como encontrar olhos nus em corpos vestidos? Como despir esses corpos se meus olhos estão vestidos de expectativas!? As indagações cujas respostas necessitam de um mergulho no mistério da alma, nossa alma.
Vilma IPS.

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